Como o Feitiço Mineiro mantém-se firme na tradição da Música ao Vivo em Brasília, a Casa faz parte do circuito musical da cidade, e não pode deixar de homenagear os artistas locais para que outros continuem se inspirando e “cantando e seguindo a canção”! 

Nessa edição vamos homenagear aquele que não é brasiliense de berço , mas que escolheu a cidade com todo seu coração e talento!

Hamilton de Holanda nasceu em 1976, no Rio de Janeiro. Trazido para capital pela família ainda bebê, o garoto começou sua trajetória e, ainda criança, com 5 anos de idade, recebeu do avô o instrumento que mudaria sua vida: seu primeiro bandolim.

A facilidade com o instrumento chamava atenção em apresentações que realizava ao lado do irmão, até que Pernambuco do Pandeiro, um dos maiores ritmistas da história da música brasileira, se encantou com o talento das crianças e batizou a dupla de Dois de Ouro.

Sobre o início da vivência nos palcos, Hamilton conta que “Percebi muito cedo que não tinha vergonha de tocar em público. Sentia que de alguma forma aquilo causava coisas boas nas pessoas.”

A experiência e o aprendizado em Brasília fizeram com que Hamilton enxergasse além da música e tomasse um carinho especial pelo Clube do Choro, onde se apresentou pela primeira vez em 1981.

É impossível falar de choro, atualmente, sem citar Brasília. Mais difícil ainda falar do gênero na cidade sem mencionar Hamilton de Holanda, que é considerado um dos responsáveis por modernizar e difundir a música por todo o mundo com a velocidade do bandolim. Hermeto Paschoal declarou que o futuro da música instrumental brasileira está nas mãos de Hamilton de Holanda. Ele é citado nos principais sites internacionais de música como o melhor bandolinista do mundo na atualidade. Quando foi  inaugurada a primeira escola de Choro do Brasil: ‘Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello’, em Brasília, no ano de 1998, Hamilton foi um dos professores-fundadores e o primeiro coordenador da escola.

Em 2000 lançou o bandolim de 10 cordas, seu instrumento oficial para difundir os ritmos e sons da música brasileira. De lá pra cá muito tocou e compôs esse artista do mundo, e nesse ano agora acontece o lançamento de seu disco essencialmente instrumental: “Casa de Bituca”, tributo do Hamilton de Holanda Quinteto a Milton Nascimento. Já na primeira faixa é a voz do próprio homenageado que se desdobra em um coral de um homem só reconhecível na primeira nota, como se Milton abrisse caminho para que o bandolinista e seus colegas seguissem. No caso, uma trilha de um “barroco-jazz brasileiro”, apesar de todas as definições serem insuficientes para o que é sua obra.

****A faixa em questão, que abre o disco, é “Bicho homem” (do álbum “Sentinela”, de 1980). A escolha nada óbvia — tanto por não ser um dos hits do mineiro quanto por seus caminhos melódicos e harmônicos originais — anuncia a profundidade do mergulho do grupo.

O seu quinteto, formado por músicos de excelência: André Vasconcelos (baixo acústico), Gabriel Grossi (harmônica), Márcio Bahia (bateria) e Daniel Santiago (violão), mistura a identidade de cada um e a riqueza da forma com que conversam dando ritmos a existência.  Não deixe de conferir esse trabalho do artista que tem uma historia de amor com nossa cidade e faz parte da nossa história musical!

O Feitiço é berço e palco de muitos artistas e sempre vai estimular a boa música. Para surgir mais Hamiltons de Holanda, a programação musical do Feitiço Mineiro segue com o motor sempre acelerado!

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